Falta de transparência vira caso de polícia em Mesquita
Macaé esconde contrato emergencial de R$ 34,9 milhões
Resende municipaliza UPA, mas não fiscaliza frequência ao trabalho
Berço da história de Belford Roxo vai ser revitalizado
Arrecadação de Macaé dispara e a falta de material também

Cidade três vezes maior gasta menos com o mesmo serviço

Com cerca de 350 mil moradores, Pelotas, no Rio Grande do Sul, gasta R$ 3,2 milhões por ano com a terceirização dos serviços de limpeza de suas escolas, enquanto Resende, cidade do Sul Fluminense com um universo populacional quase três vezes menor (cerca de 130 mil, segundo o IBGE) vai pagar bem mais se o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro não agir como o de lá fez: a 2ª Promotoria de Justiça Especializada de Pelotas abriu um inquérito, moveu uma ação de improbidade administrativa contra o prefeito da cidade e conseguiu suspender o contrato. Em Resende, que tem quase quatro vezes menos unidades escolares que o município gaúcho, o contrato é de cerca de R$ 3,5 milhões e acabou de ser renovado sem licitação pela administração comandada pelo prefeito Diogo Balieiro.

'Banho de loja' já começou. Praça com mais de mil metros de extensão está no 'carrinho de compras'

Mal falado ao longo dos anos por causa do funcionamento de uma feira que era chamada de “Filial de Acari”, o bairro Areia Branca, em Belford Roxo, município da Baixada Fluminense, começou a recuperar o tempo perdido e a limpar a imagem. Isso porque um pacote de obras foi definido para a localidade, um “banho de loja” bem merecido e há muito esperado. O que começou com a revitalização da Rua Coronel Julio Braga será completado com a construção de uma praça de mais de mil metros de extensão, com banheiros, academia ao ar livre, brinquedos, pista de caminhada e uma ciclovia.

Empresa aberta em agosto de 2016 em Santo André com capital de apenas R$ 10 mil ganha contrato de R$ 5,8 milhões para locar equipamentos à Secretaria de Infraestrutura

“Tem jeito... tem jeito de fazer bem feito...” O jingle da campanha do prefeito Rogério Lisboa (foto), até hoje ecoa nos ouvidos iguaçuanos, mas ao que parece, se ele conhecia o tal jeito, esqueceu, pois sua gestão está pisando na lei das licitações (Lei nº 8.666/1993), principalmente no art. 31, §2º e 3º, que exige que uma empresa para ser participar de uma licitação tenha de capital social o mínimo 10% do valor a ser licitado, fazendo feio e mal feito. Esse desrespeito está flagrante no processo licitatório 2017003794 (com valor global de R$ 14,7 milhões), aberto pela Secretaria de Infraestrutura, tendo como objeto a locação de máquinas e caminhões. Dividido em três lotes, o pregão tem entre os vencedores uma empresa sediada no estado de São Paulo que – de acordo com o cadastro no Ministério da Fazenda – tem apenas R$ 10 mil de capital social, menos de 0,17% do lote conferido a ela. Trata-se da GMC - Gerenciamento de Máquinas e Construção, que venceu com a proposta de mais de R$ 5 milhões.

Prefeito que antes criticava agora acha uma boa ideia entregar a rede ao controle de instituição privada, um modelo que já custou mais de R$ 350 milhões aos cofres da munnicipalidade

A Prefeitura de Itaboraí pretende entregar ao controle de uma organização social ou cooperativa o gerenciamento e a operacionalização do sistema de saúde do município, um contrato que poderá chegar a R$ 100 milhões por ano. A concorrência pública estava marcada para o dia 16 de maio, mas foi suspensa para adequações no edital. A proposta de terceirização pegou muitos de surpresa, pois durante a campanha eleitoral o hoje prefeito, Sadionel de Oliveira (foto), criticou bastante seu antecessor por isso. Na gestão de Helil Cardoso esse mesmo modelo administrativo custou caro demais e a qualidade do atendimento, segundo usuários da rede, não melhorou em nada. A terceirização, na verdade, foi feita pelo prefeito Sergio Soares e ampliada depois por Helil, um negócio que só foi bom mesmo para as entidades contratadas, que receberam mais de R$ 350 milhões entre 2012 e 2015, R$ 276 milhões no governo de Helil.

A Companhia de Desenvolvimento de Nova Iguaçu já pagou este ano R$ 410 mil por isso a comércio atacadista de artigos de escritório e de papelaria

O fornecedor que mais dinheiro vem recebendo da Companhia de Desenvolvimento de Nova Iguaçu (Codeni) é um bazar, cuja atividade econômica registrada junto ao Ministério da Fazenda é o comércio atacadista de artigos de escritório e de papelaria, mas não é pela venda de nenhum desses itens que as faturas emitidas são pagas todos os meses. De acordo com dados do sistema que registra as despesas da administração municipal, a empresa LFC de Souza Bazar já recebeu este ano pouco mais de R$ 410 mil para fazer a manutenção preventiva e corretiva das máquinas pesadas da Codeni e pela locação de rolo compressor, martelete, caminhão e retro-escavadeira.  Os pagamentos registrados somam R$ 129.223,24 em fevereiro, R$ 127.289,58 em março, R$ 29.293,74 em abril e R$ 127.994,08 em maio. Segundo o cadastro, a LFC está sediada na Sala 201, do prédio de número 24 da Rua Maria Cristina, no bairro Jardim Alvorada.