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Ainda sobre o concurso de 2001 em Guapimirim

Durante o dia de hoje fui bombardeado por causa das duas matérias veiculadas sobre o polêmico concurso realizado pela Prefeitura de Guapimirim em 2001, que teve dois resultados: o verdadeiro, registrado em cartório pela empresa encarregada do certame e um fraudulento, manipulado por alguém da Prefeitura, que se achou no direito de reclassificar os classificados, passando para os primeiros lugares alguns dos que se encontravam lá na rabeira. O que mais me estranhou é que um cidadão se dizendo advogado me acusou de estar dando a informação errada, quando falei que não há motivo algum para se comemorar a decisão judicial que pautou a matéria “Reintegração zero em Guapimirim”. Disse e repito: não há mesmo motivo de comemoração, pois o despacho do juiz Rubens Soares Sá Vieira Júnior sobre o acórdão que terá ser cumprindo é muito claro, quando destaca: “desde que não exonerados em segundo procedimento administrativo”.

Empresa do concurso de 2001 tomou o cuidado para preservar resultado real

Quando decidiram manipular o resultado final do processo seletivo realizado pela Prefeitura de Guapimirim em 2001 os autores da fraude que gerou a demissão da grande maioria dos “aprovados” empossados na gestão do ex-prefeito Ailton Vivas, não imaginavam que a empresa M.V.G.S. Sistema e Serviços Ltda., responsável pela realização desse certame, iria jogar por terra a armação, registrando em cartório o resultado verdadeiro. As investigações feitas pela Procuradoria Geral do Município constataram diversas irregularidades nos atos de convocação e posse, o que causou a demissão de centenas desses “aprovados”. Comparando o resultado final registrado em cartório com a listagem manipulada, percebeu-se absurdos como o de candidatos classificados em posições infinitamente distantes do número de vagas, que chegaram a ser empossados dentro da quantidade de vagas do edital, passando por cima, em alguns casos, de mais de mil candidatos.

Acórdão gera falsa esperança entre os demitidos do concurso de 2001

O procurador geral de Guapimirim, Sidley Fernandes Pereira, foi intimado hoje, às 14h10, para que a decisão no processo movido pelo Sindicato dos Servidores Municipais visando à reintegração dos candidatos aprovados no concurso de 2001 e demitidos pelo ex-prefeito Nelson da Costa em decreto emitido em 2005 seja cumprida imediatamente, mas isso em nada beneficia aos candidatos. É que a decisão excluiu os que foram demitidos no segundo ato administrativo e os que não foram desintegrados nesse segundo procedimento já se encontram trabalhando. A notícia de que o Sindicato havia ganhado a ação animou os concursados de 2001 e acabou gerando uma falsa esperança de revalidação de um processo seletivo já fora da validade, além de levar todos os demitidos a imaginarem que terão o emprego de volta, o que, sustenta a própria sentença, não acontecerá.

O prefeito de Mangaratiba, Evandro Bertino Jorge, o Evandro Capixaba, voltou mostrar desrespeito para com os candidatos aprovados no concurso público realizado no ano passado. Depois de assegurar que as convocações aconteceriam na segunda quinzena de fevereiro e anunciar que o primeiro ato de convocação seria assinado no último dia 18, o governo agora não fixa mais data.  Ontem, na Secretaria de Administração, que buscava informações sobre o processo seletivo ouvia que as chamadas poderão acontecer em março.

Incorporações garantem vencimentos de até R$ 38 mil

A utilização de documentação falsa pode ter ajudado na tramitação rápida dos processos administrativos abertos por servidores efetivos que ocuparam cargos de confiança na Prefeitura de Macaé. Foi o que trouxe à tona o vereador Júlio Cesar de Barros, o Julinho do Aeroporto, que defende a criação de uma comissão de inquérito para apurar todas as incorporações concedidas nos últimos anos, além da realização de uma auditoria na folha de pagamento da Prefeitura para apurar possíveis irregularidades.