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Professores de Belford Roxo voltam ao trabalho dia 6
Quem está alimentando os doentes, prefeito?
Boa parte das transações financeiras aconteceram na gestão do prefeito Alcides Rolin, eleito pelo PT em 2008

Relatório de auditoria aponta investimentos ilegais e transações financeiras desaconselháveis

Apontado pelos servidores como o pior prefeito da história da cidade, a ponto de ficar sem condições de disputar a reeleição em outubro de 2016, Adenildo Braulino dos Santos, o Dennis Dauttmam (PC do B), saiu com o “filme queimado”. Além de atrasar salários, ele não repassava as contribuições previdenciárias descontadas dos contracheques nem os valores patronais devidos ao Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Município de Belford Roxo, mas graças a um levantamento encomendado por ele, ex-diretores do Previde poderão ser responsabilizados na Justiça por perdas que devem passar de R$ 100 milhões, resultado de aplicações irregulares em instituições financeiras ao longo dos últimos 12 anos. De acordo com o relatório da auditoria, concluída no dia 25 de abril do ano passado pela empresa Mais Valia Consultoria de Investimentos, os negócios foram feitos com fundos de “elevado risco”, com “ausência de transparência, solvência, liquidez e análise prévia”. Algumas aplicações, constatou a auditoria, ocorreram “em desacordo com a legislação”, o que levou o órgão a perder o certificado de regularidade emitido pelo Ministério da Previdência Social.

Os repasses constitucionais feitos este ano chegam a R$ 12 milhões, mas falta de transparência mantém tudo em segredo e não dá para saber o que foi gasto até agora, onde e em que

Há exatos 44 dias no cargo, o prefeito Jocelito Pereira de Oliveira, o Zelito Tringuelê (foto), parece que foi contaminado pelo vício de seu antecessor, o ex-prefeito Marcos Aurélio Dias, que adorava esconder as contas públicas. Isto porque os repasses constitucionais feitos para o município de Guapimirim do dia 1º de janeiro até a última sexta-feira (9) somam cerca de R$ 12 milhões e não há nenhuma informação sobre eles no Portal da Transparência, o que contraria a lei e impede o controle social. Só de royalties do petróleo a Prefeitura recebeu no período R$ 3.246.550,32. Também foram creditados R$ 3.283.201,72 do Fundeb, R$ 3.848.669,84 do Fundo de Participação dos Municípios e R$ 828.862,75 do Fundo Nacional de Saúde, sem contar os valores do ICMS.

Se permanecer unido, grupo do prefeito de Magé poderá se fortalecer ainda mais 

Mais que garantir um mandato de prefeito, os 81.601 votos conferidos a Rafael Santos de Souza, o Rafael Tubarão (foto), foram um recado direto às lideranças políticas de Magé. Disseram em alto e bom som que surgiu um novo grupo e se este se mantiver unido e comprometido com os interesses da população, não terá para mais ninguém daqui para frente. Recado dado - embora a vitória esmagadora do candidato do PPS sobre o clã que mandou na cidade por cerca de 30 anos e outros nomes de menor peso continue entalada nas gargantas dos adversários -, já há quem esteja pensando em 2018 e tentando arrumar um jeito de desmontar o grupo liderado por Rafael para tornar a disputa futura pelo menos um pouco menos difícil. É aí que o bom senso tem de prevalecer sobre as vaidades pessoais e os que se acham sem ser, para que a união se sustente e o time continue forte.

Produtos da agricultura familiar chegam às mesas nas escolas

Com a compra garantida pelos recursos financeiros do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), produtos da agricultura familiar fluminense estão saindo diretamente do campo para as mesas das escolas públicas estaduais e municipais. Os alimentos produzidos de forma sustentável estarão na merenda durante todo o ano letivo de 2017. De acordo com dados da Secretaria de Educação, 960 escolas das 1.237 da rede estadual já incluem esses produtos no cardápio e o mesmo acontece em unidades de ensino municipais de 16 das 92 cidades do estado do Rio de Janeiro. No município de Nova Friburgo, por exemplo, as irmãs Marilza, Silvânea e Helena Medeiros (foto), passaram a fornecer alimentos através da Associação de Produtores de Salinas. “Essas práticas garantem produtos de qualidade e mais saudáveis. Vendemos o que produzimos para o PNAE, além da Ceasa de Irajá, no Rio”, conta Silvânea.

 Isto é parte das dependências de uma escola da rede municipal de Belford Roxo. Professores dizem que tem coisa ainda pior. Isto não aconteceria se os recursos fossem aplicados corretamente

Só em um único mês de 2013 o município recebeu mais de R$ 62 milhões

O mês de junho de 2013 foi de “burra cheia” para a Educação de Belford Roxo, uma cidade da Baixada Fluminense onde administração pública vem sendo marcada pelo desprezo e a falta de respeito com que os servidores e a população, de modo geral, vêm sendo tratados. Naquele mês os repasses do Fundeb chegaram a estratosfera, com o município - segundo os registros do Demonstrativo de Distribuição da Arrecadação do Banco do Brasil - recebendo R$ R$ 62.200.266,35. Em 2013, por conta da excepcionalidade dos créditos de junho, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação creditou mais de R$ 190 milhões em favor do município, que nos quatro anos da gestão do prefeito Adenildo Braulino dos Santos, o Dennis Dauttmam (foto) teve R$ 607 milhões em transferências do Fundeb, dinheiro suficiente para garantir os salários dos professores e a manutenção de boa parte das unidades de ensino da rede, escolas que hoje estão caindo aos pedaços.