Guapimirim virou “eldorado” para empresas recém-criadas
Empresa alvo da Lava-Jato faturou milhões em Itaguaí
Prefeito de Magé quer o MP investigando denúncias de Núbia
Guapimirim tem 115 dias de contas no escuro
Câmara de Nova Iguaçu recebeu repasse duplo em janeiro
A Emlurb tem os compactadores da Greem Life, mas também sucatas como o caminhão Ford modelo 1972, placa KSL-2187, que está com o licenciamento vencido desde 2009

Responsável apenas pela fiscalização da coleta de lixo, a Emlurb já gastou mais de R$ 15 milhões este ano. Resta saber em que e por que. A continuar nesse ritmo a empresa pública vai chegar ai fim do ano com uma despesa global de R$ 60 milhões

 

Considerada cara e supérflua, a Empresa Municipal de Limpeza Urbana, autarquia do município de Nova Iguaçu não tem outra finalidade que não seja a de contratar a prestação do serviço de coleta de lixo e fiscalizar o cumprimento deste, mas parece que não está conseguindo fazer o dever de casa, pois o serviço está a cada dia pior, mesmo custando caro aos cofres da municipalidade. A Emlurb - que é vista como um ralo pelo qual o dinheiro público escoa livremente - tem contratos de terceirização de serviços que ela mesma deveria prestar, mas passa a bola para ficar apenas gerindo os contratos de valores questionáveis e mantendo a locação de uma frota de caminhões velhos que já deveriam ter saído das ruas há muito tempo. Ao todo, do dia 25 de janeiro até ontem a empresa recebeu repasses da Prefeitura no total de R$ 15.024.331,38.

Um dos eventos realizados pela Falcão este ano aconteceu em Maceió, em janeiro. A julgar pelo espaço  disponibilizado fica a impressão de que as palestras em si não são as atrações, pois normalmente os pacotes são vendidos a Câmaras de Vereadores de vários municipios

Inseridos no sistema como “manutenção do plenário”, gastos são com passagens aéreas, locomoção terrestre e hospedagem em hotéis de cidades turísticas do Nordeste a pretexto de cursos e seminários

A julgar pelo grande volume de recursos públicos gastos a pretexto de participação em cursos e seminários, os vereadores de Mangaratiba e seus assessores devem ser os mais bem preparados do estado. De janeiro de 2013 a dezembro do ano passado os “nobres representantes do povo” torraram exatos R$ 3.520.320,00 com viagens para destinos turísticos do Nordeste e pelo menos mais R$ 380 mil já teriam sido desembolsados em 2017 com a mesma finalidade, embora o ano mal tenha começado. Os gastos com o que a população classifica como “passeios a custa dos contribuintes”, sempre foram elevados, mas aumentaram muito nas gestões dos vereadores Pedro Bertino Jorge Vaz e Vitor Tenório Santos, o Vitinho (foto) como presidentes. Vitor, que continua no comando da Casa, autorizou em 2016 pagamentos no total de R$ 1.139.670,00 em favor da empresa Falcão Centro de Capacitação e Treinamento, que tem organizado eventos em capitais nordestinas. Só essa empresa já faturou mais de R$ 2,2 milhões junto à Câmara, que até dezembro de 2014 usava outra promotora de eventos semelhantes, a firma Centro de Treinamento e Apoio Municipal (Centram), que recebeu da Câmara mais de R$ 1,5 milhão por isso.

O prefeito Diogo Balieiro só se mexeu depois dos protestos de domingo, mas esqueceu que durante a campanha eleitoral achava que a tarifa a R$ 2,40 estava de bom tamanho

Só que o  prefeito - que prometera rever o aumento que elevou a passagem de R$ 3,40 para R$ 3,80 - optou pelo meio termo e ignorou os R$ 2,40 que pregava como justos durante campanha eleitoral

Quatro meses após prometer tomar “as providências cabíveis” contra o aumento da tarifa dos ônibus municipais autorizado no dia 1º de dezembro de 2016, o prefeito de Resende, Diogo Balieiro, só resolveu agir no final da tarde desta segunda-feira, mesmo assim só o fez pela metade e porque no domingo (9) os moradores do bairro Fazenda da Barra III promoveram uma manifestação contra o serviço “caro e ruim” prestado pela empresa Transporte Urbano São Miguel, que há 17 anos detém o monopólio do transporte de passageiros no município. A tarifa que até o dia 30 de novembro tinha o valor R$ 3,40 era considerada muito alta pelo hoje prefeito, que durante a campanha dizia que o ideal seria R$ 2,40. Ele não só ignorou o preço que pregava como justo em suas andanças atrás de voto, como decidiu rever apenas parte do aumento, tirando R$ 0,20 dos R$ 3,80 que a São Miguel vinha recebendo desde o último mês do ano passado.

Prefeito de Nova Iguaçu chora falta de dinheiro, mas ignora denúncia de servidora sobre gente de carne e osso que não trabalharia, mas receberia salário todos os meses

Na próxima quarta-feira a Prefeitura de Nova Iguaçu estará promovendo uma manifestação em favor do Hospital da Posse. O objetivo é chamar a atenção do governo federal para escassez de recursos e para tanto estão sendo convocados todos os ocupantes de cargos de confiança, inclusive os que vivem pendurados na instituição e outros órgãos da administração municipal. Os “espectros” apavoram tanto que durante uma audiência pública para debater a situação do hospital, uma servidora efetiva se levantou e, diante do prefeito Rogério Lisboa (PR), afirmou que um dos maiores problemas da atual gestão “é o cabide de empregos destinado aos fantasmas que recebem sem trabalhar”. Embora tenha ficado desconsertado com o que foi dito, Lisboa deu uma de surdo e até hoje não mandou apurar nada, preferindo continuar alegando que o dinheiro que chega não dá nem para garantir o atendimento mínimo.

O Hospital Municipal São Francisco de Assis tem vários serviços terceirizados, mas o sistema da Prefeitura não informa quanto isso custa aos cofres da municipalidade

Eles atuavam nas unidades de atendimento médico e agora não sabem a quem cobrar, pois foram contratados por uma firma que compartilha o CNPJ com outra e seria ligada à Locanty

Desde o final de 2012 - quando vários contratos foram prorrogados sem licitação, com o comprometimento de cerca de R$ 80 milhões - que a terceirização de serviços e mão de obra vem causando polêmica em Porto Real, um pequeno município da região Sul do estado do Rio de Janeiro. Os contratos são originários da primeira gestão do prefeito Jorge Serfiotis (de 2005 a 2008), se arrastaram pelo segundo mandato dele (de 2009 a 2012) e tiveram continuidade na administração da prefeita Maria Aparecida Rocha, sucedida este ano por Serfiotis, que vem mantendo a terceirização. Ocorre que centenas de trabalhadores foram demitidos recentemente e não sabem a quem cobrar seus direitos, entre eles os salários de fevereiro e março, pois foram contratados pela Space 2000 Comércio e Serviços, substituída pela Laquix Comércio e Serviços, que aparece com o mesmo número de CNPJ da Space.