Ato de sustar cheques teria sido só jogo de cena em Meriti
Mesquita já comemora conquistas
“Dívidas não vão parar Paracambi”
Professores de Belford Roxo voltam ao trabalho dia 6
Quem está alimentando os doentes, prefeito?
Quem busca socorro na rede municipal de atendimento tem reclamado da falta de remédios (Foto: Ivan Teixeira)

Mas os fornecedores não deixam de receber

A rede municipal de saúde de Silva Jardim, além da falta de médicos e pessoal de apoio, problemas ampliados depois que o prefeito Anderson Alexandre conseguiu se reeleger, está deixando a desejar também no fornecimento de remédios aos pacientes que dependem do abastecimento da farmácia básica. De acordo com as reclamações, têm faltado medicamentos até para os que buscam socorro no Ambulatório de Especialidades e na Unidade de Atendimento Pré-Hospitalar Ângela Maria da Costa Brito, o que não deveria ocorrer, uma vez que a Prefeitura vem gastando muito dinheiro com a aquisição de remédios e produtos correlatos junto a vários fornecedores, principalmente as empresas Kadmed, Carioca e M4X, que teriam ligações com ao mesmo grupo que controlaria a Kadmed.

Há mais de um mês tentando negociar uma solução, os profissionais de ensino decidiram pela greve (Foto: Ivan Teixeira)

Se sentindo enganados pelo governo professores decidem por greve

Desde o início de janeiro tentando negociar com a administração municipal um calendário de pagamento dos salários atrasados e do décimo terceiro, os professores de Belford Roxo decidiram entrar em greve até que o prefeito Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (PMDB), apresente uma solução. A decisão foi tomada em assembléia convocada para a manhã desta quinta-feira pela direção do núcleo local do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe). Na base do “é isto ou nada”, o prefeito impôs, por decreto, um calendário de pagamento que chega a ser uma afronta aos direitos do funcionalismo. Waguinho quer pagar os atrasados em 12 vezes, com parcelas iniciais de R$ 300.

Terceirização pode ter favorecido primeira dama de Mesquita na campanha de 2014

A deputada estadual Daniele Cristina Figueiredo Fontoura, a Daniele Guerreiro (PMDB), foi a mais votada em Engenheiro Paulo de Frontin, onde recebeu apoio do grupo político do hoje prefeito da cidade, Jauldo Neto (PHS). Ela obteve no município 995 votos e mais votado que ela por lá só o deputado federal Marcelo Viviani Gonçalves, mais conhecido como Marcelo Matos, com exatos 1200 votos. Coincidência ou não, familiares de Jauldo foram nomeados em cargos de confiança na Prefeitura de São João de Meriti - base de Marcelo - logo depois das eleições de 2014 e há denúncias de que moradores de Paulo de Frontin teriam sido contratados temporariamente pela Prefeitura de Mesquita durante a gestão do prefeito Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro (foto), marido de Daniele. Também não se sabe se por mera casualidade, 2014 foi o ano que a gestão de Guerreiro mais gastou com esse tipo de contratação: R$ 88.399.065,51, R$ 38.276.943,61 a mais que em 2013.

Empréstimos nem sempre são pagos dentro do prazo contratado

Em suas duas últimas passagens pela Prefeitura de Casimiro de Abreu Paulo Dames (foto) deixou que a direção do órgão previdenciário dos servidores fizesse aplicações indevidas no mercado financeiro e o resultado foi negativo para o Iprev-CA, que acumulou prejuízos confirmados depois pelo Tribunal de Contas. De volta ao governo, Dames encontrou o caixa do instituto cheio. São mais de R$ 140 milhões e já tem gente buzinando nos ouvidos dele: “Faça um empréstimo, pegue uns R$ 50 milhões e parcele em 120 meses”. Em Angra dos Reis isto já aconteceu. O prefeito Fernando Jordão, conseguiu autorização para usar até R$ 100 milhões dos R$ 600 milhões que o Angra Prev tem para garantir os proventos dos aposentados e pensionistas, se comprometendo a pagar mensalmente uma parcela, mais o repasse patronal e o desconto feito nos contracheques. Porém, os servidores que se sentiram aliviados com o uso dos recursos da previdência própria para pagar salários atrasados e o décimo terceiro, são os mesmos que temem pelo futuro: “E se o empréstimo não for pago?”.

Total do mês para a região deve chegar a R$ 160 milhões

Creditados ontem (dia 7) os primeiros repasses do mês de fevereiro do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação para os municípios da Baixada Fluminense somaram R$ 17.819.790,95. Segundo as estimativas, o total do mês deverá ficar entre R$ 160 milhões e R$ 165 milhões, um pouco a baixo do total do mês de janeiro, que foi de R$ 170.182.111,63. O primeiro Fundeb de fevereiro representou para o município de Belford Roxo R$ 1.929.323,57 e R$ 4.045.753,40 para Duque de Caxias, enquanto Guapimirim recebeu ontem R$ 402.174,70 e Itaguaí R$ 1.152.645,49. O repasse para Japeri foi de R$ 779.773,40 e para Magé o crédito foi de R$ 1.827.890,33. O município de Mesquita recebeu R$ 692.864,21, Nilópolis R$ 579.110,24, Nova Iguaçu R$ 3.289.780,35, Paracambi R$ 289.181,84, Queimados R$ 750.550,78, São João de Meriti R$ 1.257.838,22 e Seropédica R$ 822.904,42. Os dados são do Demonstrativo de Distribuição da Arrecadação do Banco do Brasil. Embora a maioria dos prefeitos opte por usar apenas 60% do dinheiro do Fundeb para remunerar os professores, isto não é uma imposição da lei. A legislação diz que 60% são o mínimo e não o máximo e nada impede que os 40% da manutenção das redes municipais possam ser utilizados para completar a folha de pagamento.