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Desde 2014 no noticiário policial pelo envolvimento de alguns de seus membros em casos de apropriação de salários e de dinheiro proveniente de empréstimos bancários feitos por nomeados em cargos de confiança, a Câmara de Vereadores de Petrópolis voltou a ser alvo de operação policial ontem (12), com membros do Ministério Público e agentes da Delegacia Fazendária cumprindo mandados de prisão preventiva contra o presidente da Casa, Paulo Igor da Silva Carelli (foto) e o vereador Luiz Eduardo Francisco da Silva, o Dudu.  Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas residências do presidente da Câmara e do empresário Wilson da Costa Ritto Filho, o Júnior, e numa de suas empresas.

MP investiga nomeação de doadores de campanha em Nova Iguaçu

O Ministério Público está investigando a nomeação em cargos de confiança na Prefeitura de Nova Iguaçu de pessoas que fizeram doação para a campanha do prefeito Rogério Lisboa (foto).  O fato - que foi denunciado em junho do ano passado pelo jornal Hora H, diário da Baixada Fluminense - chegou a ser desmentido pelo governo, que teve de recuar diante das provas que sustentaram a matéria. O procedimento investigativo veio ao conhecimento após o MP ter solicitado à direção do órgão de imprensa de um exemplar da edição em que a denúncia foi publicada.

Um ano e dois meses após o elizeupres.com ter revelado que o Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Município de Belford Roxo (Previde) havia perdido dinheiro com investimentos de alto risco, aplicação de recursos do fundo de pensão do funcionalismo em "títulos podres", a Polícia Federal esteve na sede da instituição, dentro da Operação Encilhamento, deflagrada hoje (12) nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso, Santa Catarina e Goiás. A operação – autorizada pela 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, que expediu 60 mandados de busca e apreensão e 20 de prisão temporária – é resultado de um inquérito que apura fraudes nas aplicações em debêntures sem lastro, emitidas por empresas de fachada. O rombo pode chegar a R$ 1,3 bilhão e as investigações, segundo a PF, identificaram 28 institutos de previdência municipais, entre eles o Previde e os de Angra dos Reis, Campos e Japeri.

O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro voltou a adiar a licitação aberta pela Prefeitura de Nova Iguaçu para contratar o fornecimento de merenda escolar. O edital do pregão vem causando polêmica desde o ano passado, porque o TCE aponta falhas no documento, a administração municipal não faz as devidas correções e usa a reprovação para renovar o contrato emergencial feito em fevereiro de 2017 com a Denjud Refeições Coletivas, que já está no valor global de R$ 60.927.367,55. Além do fornecimento de alimentos para os alunos, o prefeito Rogério Lisboa (foto) vem alegando emergência para contratar serviços de apoio para as redes de saúde de ensino – limpeza e controle de portaria –, ao custo total de R$ 151 milhões.

Presidida atualmente pelo vereador Alessandro Ferreira Rodrigues, o Sandro Construforte, a Câmara de Vereadores de Itaboraí tem primado pela falta de informação quanto ao gasto do dinheiro público, mas pelo menos no papel, é a mais transparente do estado. Pelo menos é o que sugere um contrato firmado em 2015 pelo ex-presidente Deoclécio Miranda Viana (foto) para cobrir despesas com publicações dos atos oficiais da Casa, com valor que pode ter chegado a R$ 15 milhões, segundo estima o Ministério Público. Por conta isso um inquérito criminal foi instaurado pelo MP, que ontem fez uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão na Câmara, nas residências de Deoclécio e dos sócios da Empresa Jornalística Itaboraí, titular do contrato.