''Índio do buraco'' é o último sobrevivente de sua etnia
Justiça afasta três vereadores de Casimiro de Abreu no caso da compra de votos para reprovação de contas
Com promessa de tolerância zero à corrupção novo prefeito assume hoje à noite os destinos de Rio das Ostras
Vereador denuncia esquema de compra de voto para reprovar as contas do ex-prefeito na Câmara de Casimiro de Abreu
Fechada há dois anos Unidade Mista é reaberta em Belford Roxo

Quem acompanha a política em Cabo Frio deve ter percebido o total desequilíbrio do hoje prefeito Alair Correa, que teve inicio, mais precisamente, depois das eleições de 2008, quando ele levou uma coça danada de Marquinhos Mendes. Rechaçado nas urnas, Alair passou a dizer nas ruas, nos jornais e nas rádios que Marquinhos não seria diplomado e que quem seria proclamado eleito era ele. Veio a diplomação do vencedor e Alair continuou com suas sandices: “Foi diplomado, mas não toma posse. Estão todos convidados para minha festa no dia 1º de janeiro”. A festa foi de Mendes e este, reeleito, governou até o dia 31 de dezembro do ano passado ouvindo, até ao final, as mesmas loucuras de Alair e de seus iguais: “Vai cair e nós vamos assumir”. Sem um adversário a altura - quem perde para o fraco Janio Mendes não consegue ganhar de ninguém - Alair foi eleito no dia 7 de outubro, tomou posse e levou toda a sua ira e desequilíbrio para o governo, de onde continua dizendo sandices e olhando através de um retrovisor embaçado.

Mais que uma medida para solucionar com maior rapidez as situações caóticas que prejudicam a população, os atos oficiais que decretam situações de emergência e de calamidade pública podem representar grande perigo para as finanças públicas. Embora legais, esses instrumentos facilitam bastante a prática de fraudes, o desvio de dinheiro público, como verificou-se nas cidades de Nova Friburgo e Teresópolis, que tiveram prefeitos cassados e processados por corrupção. As emergências e calamidades públicas acontecem com frequência nos meses de janeiro. Parece que os governantes agem propositadamente ao não fazerem a prevenção. Sabem que todo ano as tragédias acontecem nessa época, mas não tomam providências. Então vem as chuvas a inundar cidades inteiras e tome decretos. Essas situações dão ao governante cobertura legal para fazerem volumosos gastos sem licitação e é aí que mora o perigo...

Prefeituras pagam três vezes mais por servidor que recebe o mínimo

Para driblar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que limita os gastos com pessoal, milhares de prefeituras pelo Brasil afora contratam empresas e organizações  não-governamentais que fornecem mão de obra, especializada ou não, pagando muito mais caro por funcionário. No município de Porto Real, por exemplo, a empresa Hope Consultoria de Recursos Humanos, recebe cerca de R$ 2 mil mensais por um trabalhador ao qual paga, no máximo, R$ 650. A legislação garante as administrações públicas o direito de terceirizar mão-de-obra, podendo fazer isso através de Organização Social (OS), Organização da Sociedade Civil de Interesse Público ou (Oscip), Organização Não-Governamental (Ong) e empresas privadas. Não há nada de ilegal nisso, desde que não seja para atividades fim. O problema está no valor que as entidades recebem pelos trabalhadores que empregam e alocam em órgãos públicos.

Casada com o sargento da Polícia Militar Juracy Alves Prudêncio, preso há três anos sob acusação de chefiar a maior milícia em atividade na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro, foi eleita ontem vereadora na cidade de Nova Iguaçu. Giane Silveira Prudêncio, conhecida como "Giane Jura", obteve 3.527 pelo PTN, partido que faz parte da coligação do concorrente do PMDB à Prefeitura, primeiro colocado no primeiro turno. Giane Jura adotou o nome do marido apenas para concorrer a uma vaga na Câmara. Em sua página pública no Facebook, a vereadora eleita afirma que o sargento da PM teria sido vítima de injustiça e perseguição: “(...) meu sobrenome não é por acaso. Sou esposa de um dos maiores líderes comunitários que lutou [sic] pela nossa comunidade e que hoje sofre com a injustiça e a perseguição, mas aqueles que o perseguiram não esperavam que tantas famílias indignadas mantivessem viva a chama desta luta", afirma.

O prefeito de Macaé, Riverton Mussi, anunciou para o inicio da fase de testes da primeira composição do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), com dois vagões. Segundo ele, a expectativa é de que até dezembro o projeto esteja totalmente implantado, com mais duas composições. O objetivo, afirmou, é ampliar a oferta de transporte público no município, que começou a projetar a implantação do sistema em março de 2009. De acordo com a Prefeitura, o VLT vai ampliar a oferta de transporte no município que, atualmente, conta com cerca de 100 mil passageiros por dia.