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Ex-prefeito fala mal do atual, mas também responde por superfaturamento.

Essa semana começou a circular na internet um vídeo com entrevista do ex-prefeito de Araruama, Francisco Carlos Fernandes Ribeiro, conhecido também como Chiquinho do Atacadão e Chiquinho da Educação, na qual ele faz várias acusações contra o prefeito Miguel Jeovani, falando inclusive da compra superfaturada de pão francês, revelada aqui na última quinta-feira. Quem ouve Chiquinho apontar o dedo para o governante atual até esquece que ele é um dos campeões em contas rejeitadas, alvo de processos por improbidade administrativa e que ele foi condenado pela Justiça por ter usado funcionários da Prefeitura para reformar sua mansão em Búzios. Na mesma semana das acusações contra Jeovani o Tribunal de Contas do Estado (TCE), aplicou mais uma multa em Chiquinho e, adivinhem por quê? Acertou quem pensou em superfaturamento.

Conforme o elizeupires.com antecipou na matéria “Depois da anulação, os processos”, publicada no dia 1º deste mês, o Ministério Público ajuizou, ontem, uma ação civil pública na qual acusa o ex-prefeito de Rio das Ostras, Carlos Augusto Balthazar, de improbidade administrativa, pedindo que ele seja condenado por “dano moral coletivo” e tenha os bens bloqueados. Na mesma ação o MP denunciou o presidente da Fundação Trompowsky, general Flavio Cesar Terra de Faria e o diretor da entidade, Antônio Carlos Guelfi, além dos ex-secretários municipais Marcelo Chebor da Costa (Administração) e Rosemarie da Silva e Souza Teixeira (Planejamento), todos por responsabilidade nas irregularidades apontadas no concurso público realizado pela Prefeitura no ano passado e anulado por decreto assinado pelo prefeito Alcebíades Sabino no dia 15 de março, dez dias antes da assinatura de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) tratando desse processo seletivo. Rosemarie foi nomeada por Sabino para ocoupar um cargo de assessoria em sua gestão.

Empresário é apontado como “eminência parda” do governo

Há 103 dias no cargo, o prefeito de Araruama, Miguel Jeovani (PP), está promovendo uma gestão que está sendo chamada de “ação entre amigos”. Pelo menos é essa a conclusão tirada por lideranças comunitárias e políticas do município, que até agora não identificaram quem realmente governa Araruama, se o prefeito ou o empresário Elson Silva Filho, que não teve um voto sequer, mas estaria mandando mais que o governante eleito. Elcio é visto como a “eminência parda” do prefeito, termo usado em política para identificar aquele que não é o governante de direito, mas se posiciona como o “poderoso”. O que se comenta na cidade, é que é o empresário é quem estaria decidindo os contratos firmados pela municipalidade para prestação de serviços e fornecimento de materiais de consumo.

Prefeito quer reestruturação concluída e resultados imediatos

Entre as 9h de terça-feira e as 23h30 de ontem o elizeupires.com recebeu 719 mensagens enviadas de 597 IPs diferentes reclamando da situação em que se encontra a rede municipal de saúde em Magé, a maioria protestando contra a falta de médicos nas unidades de atendimento. A crise que derrubou o segundo titular da Secretaria de Saúde, Roberto Dayub é a causa da insônia do prefeito Nestor Vidal e do novo comandante da pasta, Marcelo Bagueira, que recebeu carta branca do prefeito para resolver os problemas da rede e vem sendo cobrado todos os dias. Bagueira está completando hoje 16 dias no cargo e não se pode dizer que alguma coisa tenha melhorado desde a sua posse. “Magé tem pressa e não podemos perder tempo. Determinei a reestruturação de todo o setor e creio que a população já vai começar perceber a diferença. O setor é prioridade um e não esmoreceremos”, afirmou ontem à noite o prefeito.

Uma estranha matemática está sendo feita pelo prefeito de Araruama, Miguel Jeovani (PP) na compra de pão francês para abastecer as escolas da rede municipal de ensino. Miguel é dono da rede de supermercados Só Ofertas, onde o produto é vendido a R$ 5,99 quilo, mas o pão francês comprado pela Prefeitura junto à empresa Alabama custa R$ 10,30 o quilo. A diferença de preço já chegou ao conhecimento do Ministério Público, mas o prefeito não tomou nenhuma providência para esclarecer a compra. No valor total de cerca de R$ 1,5 milhão, o contrato com a Alabama continua em vigor, bem como o fornecimento vem ocorrendo normalmente.